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6 passos para a gestão da Saúde prevenir úlceras por pressão

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    Monitoramento dos riscos e envolvimento do paciente é fundamental no processo de prevenção de úlceras por pressão

    Por Priscilla Martins

    Garantir a segurança do paciente é um dos compromissos fundamentais da gestão de Saúde. Nesse sentido, a ocorrência de úlceras por pressão é considerada um indicador importante em relação à qualidade da assistência multiprofissional ofertada por uma instituição, já que o problema pode ser prevenido se realizada a correta avaliação em relação aos fatores intrínsecos e extrínsecos relacionados ao paciente. 

    Em geral, a ocorrência de úlceras por pressão em ambiente hospitalar influência diretamente no tempo de internação, podendo aumentá-lo. O paciente afetado por ela torna-se mais suscetível à ocorrência de sepse e, inclusive, risco de morte.

    Listo aqui seis passos cruciais para a gestão de Saúde promover a correta prevenção desse tipo de intercorrência no hospital:

    1- Mapeie os fatores de risco:

    Esse ponto é fundamental para realizar a correta avaliação dos pacientes. Há dois tipos de fatores de risco que devem ser levados em consideração:

    • Intrínsecos: idade, mobilidade reduzida, desnutrição, presença de vasoconstrição periférica, peso corporal, incontinência urinária ou fecal.
    • Extrínsecos: forças externas de pressão, fricção e/ou cisalhamento, umidade excessiva, uso de produtos que causam irritação na pele, uso de medicações.

    2- Realize a avaliação de risco individualmente:

    Cada paciente tem suas particularidades e, para traçar o melhor plano de cuidados e consequentemente prevenir o  aparecimento das lesões, é fundamental analisar os riscos de cada caso de forma particular. Essa avaliação inclui:

    • Inspeção completa da pele, com técnicas de identificação e resposta ao branqueamento.
    • Avaliação da cor da pele.
    • Verificação da presença de umidade ou fator de risco.
    • Avaliação da temperatura, textura, mobilidade e turgor em todas as áreas do corpo.
    • Verificação dos fatores de risco (intrínsecos e extrínsecos) de cada paciente.

    3- Utilize escalas de avaliação de risco

    Escalas internacionalmente validadas, tais como Braden e Braden Q, auxiliam a gestão de Saúde a mapear o risco de cada paciente em particular desenvolver úlceras por pressão.

    4- Estabeleça as metas e faça o plano de cuidados do período de internação, baseado na previsão da alta. 

    Identificados os riscos do paciente, é hora de planejar as medidas mais assertivas para prevenção do problema. Isso inclui o posicionamento adequado do paciente no leito e a programação de mudanças de decúbito adequadas, assim como o aporte necessário de nutrientes, conforme cada caso clínico.

    5- Utilize os equipamentos e materiais certos

    Até mesmo os equipamentos e materiais utilizados durante o período de internação fazem a diferença na prevenção das úlceras por pressão em ambiente hospitalar. Um exemplo é o uso de espumas para colchão de alta especificidade.

    6- Envolva a todos na prevenção

    Se prevenir é o caminho, todos os envolvidos no processo de cuidado devem fazer parte do plano de cuidados, incluindo não só os colaboradores que lidam com ele, mas também o próprio paciente, seu acompanhante e demais familiares. Todos devem receber orientações, capacitações e conhecer os métodos de prevenção ao aparecimento de lesões.

    Não custa lembrar que a equipe multiprofissional tem papel fundamental no cuidado centrado no paciente e na disseminação da cultura de segurança do paciente em todas as instituições de Saúde. Aquelas que realizam ações com direcionamento na gestão de riscos conseguem trabalhar de forma sistêmica e continuada para a avaliação e controle dos riscos e eventos adversos que podem atingir os pacientes em suas diversas condições. 

    Trabalhar a gestão da qualidade nas organizações de Saúde, com monitoramento, acompanhamento e melhoria constante dos indicadores e atividades melhora a imagem perante o cliente interno e externo, além de trazer ganhos para o desempenho operacional, redução de custos a longo prazo e solidificação da cultura organizacional da instituição.

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    29 de outubro de 2019 | Atualizado dia 3 de fevereiro de 2020


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