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Transformação digital na Saúde: como reduzir erros e ampliar a qualidade

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Prontuário eletrônico, digitalização de informações e fim das prescrições em papel auxiliaram na conquista da certificação QMentum Internacional

A prescrição em papel é responsável por 39% dos erros médicos relacionados a fármacos no mundo. A incompreensão da grafia é o principal problema: 68% das intercorrências acontecem por esse motivo. Os dados são de estudo recente da empresa britânica KLAS Research, responsável pela premiação anual KLAS Category Leader for Global Acute EMR – Latin America, e demonstram os riscos aos quais os pacientes estão sujeitos em hospitais que não adotam a cultura paperless, principal recurso da transformação digital na Saúde.

Aumentar a segurança do paciente, inclusive, foi um dos principais motivos que levou o Hospital SOS Cárdio, o maior centro de alta complexidade em cardiologia de Santa Catarina, a aprimorar as plataformas digitais e zerar o número de prescrições médicas feitas em papel. A estratégia resultou em economia e qualidade no atendimento e também levou à conquista do certificado de acreditação QMentum Internacional, nível Diamond. “Nosso trabalho começou pelo aprimoramento da configuração do sistema integrado de gestão para acompanhar as rotinas. Depois, apresentamos às equipes, principalmente aos médicos, as vantagens de se utilizar a tecnologia no atendimento ao paciente”, explicou Luís Eduardo Bueno, gestor de Tecnologia da Informação (TI) do SOS Cárdio.

Prontuário Eletrônico

A transformação tecnológica pela qual o hospital passou contou com a criação de novas rotinas e processos de gestão. A digitalização de informações e dados dos pacientes também foi uma das estratégias seguidas pelas equipes de TI. “Quando o médico atende o paciente hoje, ele tem acesso a todas as informações, como sinalização de alergias, exames e cirurgias. Em nossa base de dados temos mais de dez anos de informações de cada paciente”, explicou Bueno. Com todas as informações em mãos, as possibilidades de erro de prescrição caem drasticamente, uma vez que o sistema possui barreiras e cruzamento de dados que indicam aos médicos as restrições e histórico detalhado do paciente. 

A cultura digital, conforme o gestor explicou, foi aplicada em todos os departamentos da instituição. A gestão de processos também se tornou mais dinâmica e eficaz com o aprimoramento da plataforma. “Conseguimos criar diversos indicadores de acompanhamento dos processos, como, por exemplo, reclassificação de pacientes e tempo de espera para atendimento na recepção. Com esses indicadores, geramos dados diversos, ou seja, ampliamos o conhecimento do hospital sobre seus pacientes e, assim, podemos implantar melhorias”, descreveu o especialista.

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28 de novembro de 2019 | Atualizado dia 28 de dezembro de 2019


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