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Café & Gestão SP: O desafio na formação de novos médicos

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    Docente de medicina apresenta os pilares da educação para profissionais do futuro e o papel da tecnologia nesse processo

    Por Editorial GesSaúde

    Os pilares da formação do médico na era da Saúde 4.0 e o impacto das mudanças para a gestão dos hospitais são temas do Café & Gestão do próximo dia 28, em São Paulo. O convidado é Fernando Teles de Arruda, médico e coordenador do curso de medicina do campus São Paulo da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). O especialista divide a mesa com Roberto Gordilho, CEO da GesSaúde, que vai falar sobre a transformação da Saúde e gestão sob a ótica da revolução 4.0.

    Exatamente por conta dessa transformação, é preciso mudar a formação acadêmica dos médicos, conforme Arruda. O palestrante explica que, ao longo dos anos, diversas organizações de Saúde eram geridas de forma menos eficiente que o potencial, pois possuíam na alta gestão profissionais com formação única em medicina, voltando a operação do negócio exclusivamente para a assistência. “Os preceptores, os docentes, eram bons clínicos do ponto de vista assistencial, mas não tinham nenhum preparo ou muito pouco do ponto de vista de pedagógico e de gestão. Da mesma forma que para fazer gestão são necessárias competências específicas, para ser docente também são exigidos conhecimentos específicos que a faculdade de medicina não ensina. Conhecimentos pedagógicos, andragógicos, teoria educacional, processos, objetivos e ferramentas de avaliação não são natos da profissão médica”, explica o especialista.

    Com a academia voltada apenas para a assistência, os profissionais com esse preparo adquirem conhecimentos de gestão somente ao longo da prática no mercado. Porém, com a velocidade atual das mudanças, o impacto da tecnologia e o novo perfil dos pacientes, esse preparo tem de ser feito durante a graduação. “O perfil de um médico docente é de ser educador. Trabalhar com as novas tecnologias é fácil após adquirir esses preceitos, pois se parte do pressuposto que o aluno tem de saber como aprender. Que ele deve desenvolver práticas e expertise para sua realização profissional. E o professor é apenas um mediador desse processo, não é um indutor e nem um formador de opinião”, reforçou o médico.

    Pilares da educação

    De acordo com Arruda, o modelo de graduação que concebe médicos atualizados e capazes de se adaptarem às transformações do setor deve seguir três pilares: educação, gestão e assistência. “Durante anos tratamos os médicos como profissionais da assistência. Isso mudou. Tem de haver equilíbrio nessas três áreas, permitindo que o profissional atue em diversos departamentos dentro do hospital”, comentou. Os aspectos para a formação do médico moderno são:

    • Assistência: profissional que segue condutas baseadas em evidências do ponto de vista da ética e da moral. As melhores práticas são baseadas nos melhores estudos.
    • Gestão: deve saber administrar baseado nas melhores práticas de gestão. Deve possuir perfil de liderança, capacidade de trabalhar em equipe, gerenciar processos, pensar soluções individuais e coletivas.
    • Educação: ter capacidade de orientar o paciente e torná-lo corresponsável pelo tratamento, falar de forma clara e objetiva; um profissional que ensina e produz conhecimento.

    Ainda conforme o docente, esses pilares devem ser avaliados por meio dos seguintes aspectos: conhecimento, habilidades e atitudes sob a ótica das três grandes áreas.

    Estes temas serão discutidos no Café & Gestão que acontecerá dia 28/03 em São Paulo, um evento voltado para médicos, profissionais de Saúde, gestores e lideranças de organizações que desejam se atualizar sobre a transformação que a revolução 4.0 está trazendo para Saúde. Para participar e ter mais informações, basta acessar a página do Café & Gestão.

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    19 de março de 2019 | Atualizado dia 12 de março de 2019


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