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Competências digitais na Saúde: a transformação já começou

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Relacionamento, gestão de pessoas, processos e projetos ganham impulso e qualidade quando as competências digitais são bem aplicadas

Por Roberto Gordilho

No mundo dos negócios em Saúde, ter uma mentalidade digital nunca foi tão real e desafiador. Organizações, clientes, parceiros e fornecedores se desdobram em uma rede de relacionamentos que demanda dos gestores competências que extrapolam as capacidades técnicas. É preciso desenvolver resiliência, empatia e colaboração são fundamentais para que as ferramentas digitais sejam melhor aproveitadas na condução das rotinas.

Certo é que tudo acontece no mundo digital. Quem não se adapta ou ainda se esforça para manter o equilíbrio no modelo analógico de gestão corre o risco de ficar obsoleto – se isso já não aconteceu. 

Para se ter uma ideia, o levantamento feito pela Cisco, uma das maiores fabricantes de equipamentos para telecomunicações, mostrou que até 2023 o número de dispositivos conectados vai ultrapassar os 755 milhões no Brasil. Muito provavelmente, enquanto você lê este conteúdo, mais de 200 milhões de pessoas estão conectadas, ainda conforme as previsões do estudo.

Afinal, o que são as competências digitais?

As competências digitais estão relacionadas à capacidade de o profissional usar equipamentos, ferramentas e plataformas para impulsionar o negócio em todos os âmbitos: 

  • Gestão de pessoas;
  • Relacionamento com clientes;
  • Intermediação de conflitos e intercorrências;
  • Ampliação da criatividade para desenvolver novos projetos, produtos e serviços;

Ou seja, o conceito de competências digitais vai muito além de apenas entender e saber o básico da operação das novas tecnologias. 

O diferencial para as empresas

Os avanços tecnológicos permitem celeridade na gestão de processos, redução de erros e desenvolvimento de novos modelos de acessibilidade e interação com as demandas dos clientes. Contudo, o grande diferencial das competências digitais está mais relacionado à transformação cultural dos profissionais e, por consequência, de todo o negócio. Por exemplo:

  • Colaboração: para desenvolver a mentalidade digital é fundamental que o profissional saiba trabalhar em grupo. E aqui é preciso atualizar essa expressão: dentro das organizações as relações entre equipes e colaboradores também foi transformada pelas tecnologias digitais. Portanto, o líder e gestor deve saber trabalhar em estruturas cada vez mais horizontais (com menor hierarquias). E, assim, saber ouvir novas ideias e desenvolver aspirações e novas propostas de abordagem com os desafios;
  • Autonomia: mas para que a colaboração flua e traga bons frutos com o uso das novas tecnologias, é preciso que os profissionais envolvidos tenham autonomia para atuar e promover a inovação;
  • Lidar com erros: as ferramentas digitais têm grande capacidade para reduzir os erros dentro dos negócios. Porém, quando eles surgem, o profissional deve ser capaz de separar as falhas técnicas daquelas advindas do processo de inovação. Um erro é um exemplo e oportunidade de melhoria;
  • Máquinas versus humanos: as profissões também estão passando por mudanças disruptivas causadas pela transformação digital. Para que o gestor desenvolva essa cultura, é preciso investir em aprimoramento dos conhecimentos e fazer aquilo que as máquinas não podem fazer. Na Saúde, não há substituição de especialidades e profissões. Mas, sim, o aumento da eficácia quando máquinas e humanos operam de forma conjunta.

É por meio desses comportamentos que a organização de Saúde consegue se desenvolver e crescer em meio à transformação digital

Quais são as competências digitais, afinal? 

  • Competências digitais básicas: são competências genéricas e fundamentais 
  • para a utilização eficaz das ferramentas e plataformas digitais. 
  • Competências digitais intermediárias: aqui fazem parte as habilidades voltadas para o design e marketing digitais, gestão de redes sociais e conhecimento dos modelos de interação e comunicação em diversos canais. 
  • Competências digitais avançadas: estas estão mais voltadas para o desenvolvimento de softwares e criação de soluções dentro da TI (Tecnologia da Informação): incluem codificação, automação de processos, internet das coisas, análise de dados, cibersegurança e blockchain.
  • Competências sociais (Soft skills): elas são complementares e tão importantes quanto às competências técnicas. Dentro desse grupo fazem parte o trabalho colaborativo, economia digital, liderança, trabalho em grupo e foco no cliente;
  • Empreendedorismo digital: trata-se de pensar e analisar o negócio dentro das transformações digitais com foco na busca de oportunidades de crescimento. São competências que incluem pesquisa de mercado, planejamento estratégico e o uso de plataformas para financiamento, parcerias e evolução do negócio.

Transformação Digital é coisa do passado

E se você é gestor, líder ou faz parte da alta administração de uma organização de Saúde, deve saber que transformar digitalmente o negócio é tarefa que deveria ser feita há muito tempo. Os clientes têm o poder de escolha na palma da mão. E novos negócios estão surgindo dentro da transformação digital. A concorrência está elevada e a baixa eficiência, principalmente no faturamento, pode ser um forte indicativo de que o negócio ainda está operando no mundo analógico – ou patinando entre tantas transformações digitais. 

Portanto, esperar não é uma opção. 

É fundamental analisar a condução dos processos, focar na experiência e jornada de clientes e colaboradores e avaliar o nível tecnológico em que se encontra a instituição. Com isso, o próximo passo é acelerar o desenvolvimento para ter forças de entrar no jogo e fazer a diferença no mundo da Saúde. 


5 de outubro de 2021 | Atualizado dia 5 de outubro de 2021


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