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Empoderamento dos liderados e o desafio de ensinar

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Propor objetivos compartilhados e desafios voltados para o crescimento das pessoas fazem parte das estratégia para o empoderamento dos liderados numa organização de Saúde

Por Roberto Gordilho*

O empoderamento dos liderados começa quando líder e equipe sabem o que está acontecendo dentro de um projeto ou processo de negócio. É quando os dados são convertidos em informações essenciais à elaboração da estratégia de liderança e, assim, o profissional à frente de um time tem em mãos suporte necessário para propor e conduzir as pessoas para um objetivo comum. Portanto, o empoderamento do time requer habilidade gerencial e domínio técnico sobre o andamento do trabalho. Além disso, é preciso saber desenvolver as pessoas ao longo de todo o trabalho.

Todo o processo empresarial deve seguir as diretrizes estabelecidas pelo planejamento estratégico. As ações ali esboçadas e processos são desmembrados e distribuídos entre os planejamentos estratégico, tático e operacional. Com isso, o acompanhamento das rotinas e toda a movimentação em busca dos resultados deve ser monitorado, comparado e metrificado com base nos indicadores. São eles que vão oferecer os principais dados necessários para que o líder tome decisões, oriente a equipe, forneça informações estratégicas para cada colaborador e, dessa forma, delegue responsabilidades.

O papel de qualquer líder é educar e desenvolver pessoas. Nesse sentido, um fator crucial para o engajamento e conexão entre os times é estruturar objetivos compartilhados. Ou seja, o líder deve construir objetivos, norteados pelo planejamento estratégico, que serão alcançados pela equipe em marcos temporais (curto, médio e de longo prazo). Assim, cada pessoa deve entender seu papel dentro do conjunto para atuar de forma colaborativa.

Se a liderança é baseada em dados, ou seja, é analítica e fornece aos colaboradores as informações que amparam uma boa tomada de decisão, o empoderamento surge de forma orgânica. Afinal, cada um sabe o que deve ser feito para atingir o objetivo e quais são os dados de parâmetro para manter o trabalho de acordo com o planejamento. 

Quando a equipe entende o que está acontecendo, o que está funcionando e tem informação que permite a identificação dos gargalos operacionais, o líder não precisa tomar todas as decisões sozinho. Isso representa evolução na maturidade desse profissional. Trata-se de um movimento e transformação da atuação da liderança: ela pode se tornar menos acompanhadora e mais direcionadora, agindo de maneira complementar e educativa. É aqui que o líder assume outra importante responsabilidade.

Desenvolvendo o aprendizado

Para que as pessoas tenham autonomia, autoridade (para que sejam empoderadas) elas precisam não apenas de informações relevantes para orientação de suas atividades, tomada de decisão (em seu nível) e assumir responsabilidades. Também é necessário que aconteça o aprendizado sobre cada ação no desenvolvimento de um processo ou projeto de negócio. Por isso, o líder deve ter a habilidade de orientar e ensinar, se fazer mentor para seus liderados. A estratégia aqui é aplicar treinamentos frequentes, revisão de processos e rotinas, feedbacks claros e condizentes com o perfil de cada profissional. E antes de tudo isso, o líder deve ter a capacidade de aprender. 

Portanto, o próprio líder tem de estar em constante atualização de conhecimentos e desenvolver novas habilidades de gerenciamento, além de manter a evolução se suas capacidades técnicas. Ele se torna um exemplo para o time quando demonstra potencial para resolução de conflitos e assume a frente das responsabilidades perante a equipe. É com esse processo de transformação profissional que o líder se mostra um mentor para seus liderados. 

Ter habilidades de liderança permite que as pessoas confiem no líder e permitam ser lideradas. Afinal, ele consegue orientar e resolver gargalos de forma dinâmica e com autoconfiança. Assim, as pessoas se espelham na figura do líder.

Executar bem a gestão demanda trabalhar com indicadores, dominar estratégias para melhoria dos processos, coletar, interpretar e compartilhar os dados. Dominar as técnicas de gestão é a demonstração prática de que o líder conhece as ações do projeto e sua importância para conquistar os resultados.

Esse conhecimento, contudo, não demanda que o líder domine profundamente cada atividade dentro do processo de gestão. Trata-se de um nível de maturidade e intimidade com o projeto tal que seja possível ao líder mostrar o caminho e delegar responsabilidades para as pessoas de acordo com suas especialidades profissionais e perfil de atuação. É por isso que um gestor, por natureza, deve ser um líder. Porém, nem todo líder precisa ser um gestor. 

Propondo desafios

Um grande empecilho para o desenvolver o engajamento e desenvolvimento das pessoas é a visão focada exclusivamente na tarefa. O líder, ainda como mentor de um time, deve ter em sua estratégia a prática de propor desafios que proporcionem o crescimento pessoal de seus liderados. Essa estratégia requer proximidade com as pessoas, para que o líder compreenda quais desafios propor a fim de que cada uma possa avançar em suas capacidades e qualidades profissionais. 

Portanto, o líder se destaca pelo equilíbrio entre apresentar desafios importantes para o crescimento individual das pessoas e acompanhar a produtividade do trabalho. Com objetivo compartilhado, informações claras e importantes para a tomada de decisão e um perfil de liderança com autoconfiança e conhecimento amplo sobre o desenvolvimento do projeto, os colaboradores têm a oportunidade de atuarem de forma ativa e concedem o direito de serem liderados.


2 de novembro de 2021 | Atualizado dia 1 de novembro de 2021


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