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Gestão do capital: entenda o movimento de financeirização na Saúde

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De milhões para bilhões de reais, o setor de Saúde precisa de profissionalizar a gestão do capital

Por Roberto Gordilho

Os negócios em Saúde estão se transformando financeiramente. Ou seja, estão passando da esfera dos milhões para os bilhões de reais. E os players que estão mudando o cenário são instituições com boa gestão do capital. Por exemplo, em 2018 o Grupo NotreDame Intermédica (GNDI3) e o Sistema Hapvida (HAPV3) anunciaram a abertura de capital. Naquele ano, a expectativa era de uma movimentação de quase R$ 16 bilhões pela Hapvida na Bolsa, enquanto a intermédica Intermédica estava valendo R$ 7,8 bilhões.

Outros exemplos de bons resultados da gestão do capital também aconteceram ao longo de 2019. Em maio passado, a Hapvida também adquiriu o Grupo São Francisco por R$ 5 bilhões de reais. Ainda no mesmo ano a Rede D’Or São Francisco comprou a maternidade Perinatal, no Rio de Janeiro. Essas e outras transações na Saúde mostram que a gestão do capital elevou os negócios a uma nova dimensão. 

Financeirização

O movimento de financeirização da Saúde é motivado por dois fatores principais:

  • De um lado, instituições que estão no mercado e com dificuldades para pagar suas contas, além do alto endividamento;
  • Do outro lado nós temos um outro, o mercado possui um conjunto de instituições que se estruturou de uma forma financeira mais ousada com profissionalização da gestão do capital.

Esse processo de profissionalização pode ser analisado pelas organizações de Saúde que já entraram na Bolsa de Valores e outras que estão captando recursos de fundos de investimento. Além disso, muitas instituições buscam outras formas de gestão do capital para manter a saúde do  negócio e a operação no mercado. Isso permite que os gestores possam descobrir novas formas de expandir a eficiência financeira, com a construção de novas unidades e expansão do negócio. 

Consolidação

Em particular, esse movimento tem fortificado o processo de concentração na Saúde. Isso, porque, enquanto algumas organizações ainda apostam no modelo tradicional de gestão do capital, pensando em ter uma receita pagar as contas, outros atores possuem força de capital muito maior.

O movimento de consolidação está redesenhando a Saúde por todo o País. Isto é, o avanço por enquanto ainda está fortemente calcado em redes de operadoras de Saúde com recursos próprios com estrutura própria, com rede própria. Geograficamente, a mudança está saindo das grandes capitais em direção ao interior do País. Porém, isso é só o começo do processo.

Profissionalização

Por isso, é preciso que os gestores trabalhem com uma mentalidade diferente na gestão do Capital. O gerenciamento profissional vai além da gestão de contas a receber e contas a pagar. A gestão do capital executada de forma profissional demanda que os gestores saibam como captar recursos e expandir o negócio sem recorrer ao modelo tradicional, tal como está sendo feito pelos grandes grupos. Fundos de investimento entrando na Saúde, abertura de capital na Bolsa, consolidação e mudança de escala de valores, são os resultados da gestão profissional do capital.


13 de fevereiro de 2020 | Atualizado dia 13 de fevereiro de 2020


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