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Gestão hospitalar: aprendizados da crise Covid-19

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Organizações de Saúde estão passando por transformações profundas e com experiências importantes para a gestão hospitalar

Por Roberto Gordilho

Grandes desafios têm surgido diariamente para a gestão hospitalar das organizações brasileiras. A crise ocasionada pelo Covid-19 está refletindo na operação dos atendimentos, gestão financeira e de insumos, organização dos recursos humanos e uma série de desafios que vão marcar os negócios em Saúde. Porém, em meio ao cenário de crise, a gestão hospitalar deve aproveitar as oportunidades e registrar as experiências. Isso é importante para fortalecer as instituições para uma nova era na qual o setor está sendo inserido. 

Para os hospitais privados de pequeno e médio portes, o ambiente é instável e com baixa previsibilidade. Os gestores estão lidando com queda no faturamento, inflação dos valores de insumos, principalmente EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e uma reorganização da gestão dos recursos humanos. Aqui, faz parte das principais experiências para a gestão hospitalar o novo modelo de operação com a integração da demanda e pagamento pela tabela SUS (Sistema Único de Saúde). Afinal, mesmo com os valores desatualizados, os negócios das organizações de Saúde de pequeno e médio porte podem se valer desses recursos como forma de ganhar tempo e estrutura até que a pandemia seja minimizada.

Filantrópicos

No caso dos hospitais filantrópicos, o momento é motivador. Ou seja, se antes da crise provocada pelo coronavírus essas entidades eram pouco valorizadas pelo poder público, a alta demanda de atendimento proporcionou uma nova visão sobre a importância dos filantrópicos para a Saúde. Governos estaduais estão destinando verbas para essas instituições que com significado histórico, sempre estiveram na linha de frente do atendimento à população com menor acesso aos serviços. Porém, a experiência advinda da crise para a gestão hospitalar deve ser utilizada para reestruturar a forma de operação dessas organizações. Dessa forma, é o momento de os gestores assimilarem a realidade que, a Saúde tem custo e, por isso, as filantrópicas devem ter receita estável

Recursos humanos

O trabalho home office é a estratégia para manter a segurança e saúde dos colaboradores. Mesmo as equipes que estão na linha de frente da crise, foi necessário implantar o rodízio de pessoas e reforçar a comunicação entre os profissionais que estão online e os atuantes dentro dos hospitais. Para a gestão hospitalar, o momento permitiu uma nova cultura organizacional. De maneira que, os gestores estão percebendo a produtividade e o bem estar dos colaboradores em home office. Isso vai além: é possível montar equipes de trabalho remoto, reduzindo o custo com insumos e uso de espaço físico da instituição. Um exemplo dessas possibilidades foi a aprovação da telemedicina durante o período de pandemia. Ou seja, tanto profissionais da assistência, quanto os do back office podem dar continuidade ao trabalho mesmo não estando fisicamente dentro do hospital. 

A nova era digital para a Saúde está ganhando forças – apesar da transformação ser dolorosa para diversas instituições. O mundo analógico ficou para trás. Para as demais indústrias, essa retórica já estava provocando mudanças. Agora, para a gestão hospitalar é um caminho sem volta.


5 de maio de 2020 | Atualizado dia 5 de maio de 2020


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