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Liderança exponencial dentro das organizações de Saúde

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Liderar é mais que gerir colaboradores, trata-se de uma habilidade que também exige sensibilidade humanitária

Por Roberto Gordilho

Em um mundo VUCA (Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) em que tantas transformações disruptivas estão acontecendo em períodos cada vez mais curtos, é necessário desenvolver um modelo de liderança mais adaptado ao momento: a liderança exponencial. Esse é mais um desafio, tendo em vista que o modelo clássico de planejamento, comando e controle não responde mais aos desafios atuais.

Toda a sociedade está passando por turbulências, e um mundo exponencial exige líderes exponenciais. O momento de aceleração do mundo está causando grande disrupção em todos os setores da sociedade e negócios. Isso, mais que nunca, líderes que estejam adaptados com toda esta transformação.

É o que temos assistido na chamada era exponencial. A evolução é acelerada em todas as áreas. Um bom exemplo é o que tem acontecido em relação à capacidade de absorção das novas tecnologias.

O uso do termo exponencial tem relação com o significado adotado na matemática. As funções exponenciais são definidas por multiplicam o valor ao longo do tempo por meio de uma variável numérica.

Segundo Lisa Kay Solomon, diretora executiva de práticas transformacionais da Singularity University, uma liderança exponencial possui quatro perfis bem definidos. Um líder capaz de enfrentar as exigências dessa nova era deve alinhar esses quatro perfis e utilizar as habilidades de cada um para guiar o futuro.

Um líder exponencial deve ser:

  • Futurista
  • Inovador
  • Tecnólogo
  • Humanitário
Futurista

O perfil futurista garante ao líder exponencial a capacidade de se antecipar às mudanças. Esse profissional consegue enxergar mais longe que apenas as projeções lineares baseadas no passado.

Maurício Benvenutti no seu livro Audaz: As 5 competências para construir carreiras e negócios inabaláveis nos dias de hoje (editora Gente, 2018) define esta característica como enxergar a próxima curva. O líder deve ser capaz olhar a frente e ver para onde o mercado e as tendências estão apontando. Além disso, ele possui a habilidade de questionar a forma como o trabalho é realizado, analisando as novas possibilidades e estudando como elas podem ser exploradas.

Esse líder do futuro precisa dar espaço para as práticas imaginativas, levando em conta que, apesar das resistências, as mudanças são irreversíveis.

Inovador

Quando pensamos no perfil inovador, nos deparamos com alguém que sabe utilizar todos os recursos a sua disposição com muita maestria e criatividade, saindo do lugar comum e entendendo que inovação é buscar melhorias todo o tempo. É um profissional que consegue compreender a importância da comunicação como ferramenta para extrair e colecionar insights criando novas possibilidades dentro e fora das organizações. O líder inovador tem uma mentalidade que foca no crescimento e está sempre trabalhando soluções e ideias para transpor os obstáculos encontrados ao longo da jornada.

Liderar pessoas dentro da lógica exponencial impõe novos desafios para os gestores, já que precisam motivar os colaboradores a buscar a inovação. Como sempre o exemplo vale mais do que o palavras: é imprescindível que o gestor consiga apresentar soluções diferenciadas e estimular a participação do time na construção das soluções. Para isso é fundamental valorizar a liberdade e autonomia dos profissionais. Quanto mais flexível o modelo de gestão, melhor. 

Tecnológico

Além de futurista e inovador o líder exponencial deve também ter um perfil tecnólogo que Sandro Magaldi no livro Gestão do Amanhã: Tudo o que você precisa saber sobre gestão, inovação e liderança para vencer na 4a Revolução Industrial (Editora Gente Liv e Edit Ltd, 2018) define como a habilidade de entender a Lei de Moore, plataformas e tecnologias.

A transformação digital é uma realidade. Portanto, independentemente do setor, é primordial que as lideranças sejam capazes de pensar sobre como o seu negócio pode ser (ou melhor, como e quando será) impactado pelo avanço tecnológico. 

Humanitário

Dada nossa vida em sociedade, não é possível pensar uma liderança que não esteja fortemente comprometida com o desenvolvimento e sustentabilidade da humanidade, aí nasce o quarto perfil da liderança que é ser humanitário.

Líderes exponenciais devem conseguir interconectar os 3 papéis citados anteriormente, agir de forma transparente, com responsabilidade social e ambiental para impactar de forma positiva a vida das pessoas e da sociedade.

Marisa Morais em seu artigo no site do Instituto Intra faz uma sugestão de caminho para desenvolvimento da liderança exponencial, ela sugere:

  • elevar a consciência da tecnologia e das tendências exponenciais;
  • criar um senso de necessidade e urgência para as mudanças nas organizações;
  • demonstrar o benefício e o resultado das competências de liderança exponencial;
  • construir uma consciência e inspirar os participantes para transformarem a si e a suas organizações.

De acordo com ela,  “não há como liderar as organizações nesse ambiente se os profissionais não forem capazes de quebrar os paradigmas e defender uma visão de futuro e entender a si mesmo, estabelecendo um clima organizacional que promova a criatividade, o aprendizado, a adaptabilidade e a velocidade das ações.”

A grande questão aqui é como preparar nossas organizações e lideranças para um mundo VUCA, que exige líderes exponenciais?


2 de julho de 2020 | Atualizado dia 2 de julho de 2020


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