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Medicina digital: 05 tecnologias que transformam a profissão

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Da operação robótica até a inserção da ciência de dados, a medicina digital permite que profissionais e organizações ampliem suas potencialidades em prol da melhoria assistencial

Por Roberto Gordilho

A medicina digital engloba o conjunto de softwares e tecnologias voltadas para potencializar a atuação dos profissionais da assistência e fornecer acessibilidade e segurança aos pacientes. Monitoramento remoto, recursos de aprimoramento da imaginologia e atuação da robótica e inteligência artificial são alguns dos recursos que fazem parte da transformação em curso. A digitalização da medicina, porém, requer que a atualização e capacitação técnica dos profissionais aconteça em conjunto com práticas de gestão e engajamento de times. 

  1. Telemedicina

Com a pandemia da Covid-19, a telemedicina conquistou o espaço que há muitos anos encontrava desafios no mercado de Saúde. Atender remotamente os pacientes, contudo, é a função mais simples que essa inovação permite. Tecnologias como wearable devices e inteligência artificial se unem para promover informações consolidadas sobre o bem-estar do paciente. Assim, as equipes têm em mãos formas de ampliar sua atuação em cada etapa do cuidado: prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento das pessoas. 

  1. Cirurgia robótica assistida

As capacidades humanas e a precisão da máquina resultam em maior segurança para o paciente. Com os avanços tecnológicos edificando a medicina digital, estruturas robóticas são capazes de executar intervenções menos invasivas e de alta precisão. Ao integrar a inteligência artificial, o cirurgião recebe e compartilha informações que potencializam a tomada de decisão.

Cirurgias robóticas têm outra vantagem: podem ser executadas e assistidas remotamente. Por isso, a organização de Saúde pode se valer de uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, engenheiros de softwares e pesquisadores atuando remotamente enquanto todo o procedimento é realizado fisicamente, no local mais próximo do paciente.

  1. Realidade virtual e aprendizado 

Ainda na abordagem robótica, é importante salientar que a transformação da medicina digital acontece também nas salas de aula. Diversas universidades de medicina estão adotando tecnologias como realidade virtual e robôs humanóides para aprimorar o ensino. Corpos e órgãos humanos são substituídos por cópias robotizadas com riqueza de detalhes que beira à perfeição. O dinamismo de estratégias como realidade virtual, aumentada e mista permite que os alunos tenham acesso às informações de forma interativa e lúdica, aperfeiçoando o aprendizado.

  1. Medicina Hiper-personalizada

O conceito é definido pela produção de medicamentos específicos para determinadas condições genéticas. E aqui a engenharia biomolecular encontra a tecnologia como grande aliada. Como a previsibilidade é algo primordial na medicina digital, a ciência tem aderido ao uso de algoritmos voltados para a detecção de doenças raras. Os avanços da nanotecnologia interagem com as estruturas fisiológicas para minerar informações genéticas sobre a patologia e retornar em dados importantes para a fabricação de fármacos e nanorobôs capazes de reverter complexidades no organismo como, por exemplo, infecções sanguíneas e tumores. Diagnósticos, tratamentos e medicamentos personalizados são os resultados da medicina hiper-personalizada. 

  1. Unhackable Internet

A medicina digital é incrementada quase que diariamente por diversas frentes tecnológicas: Internet das coisas (IoT), inteligência artificial e computação quântica, por exemplo. O poderio dessa convergência está nos dados. Por isso, um dos desafios é garantir a segurança máxima no uso e compartilhamento das informações geradas. 

A Unhackable Internet é desenvolvida pela física quântica e garante que a comunicação entre usuários e provedores esteja inerente à segurança. Simplificando, Unhackable Internet significa que a medicina digital está se precavendo de vazamentos e invasões que inclusive a tecnologia de blockchain está passível. 

Gestão

Com a medicina digital absorvendo tantas inovações, é imprescindível que os profissionais também acompanhem o ingresso de novas tecnologias. Afinal, as transformações acontecem no sentido de atender às demandas por personificação da assistência e previsibilidade para enfermidades e possíveis crises epidemiológicas. Dentro das organizações, todo o movimento requer muito mais que investimento massivo em tecnologia.

É preciso formar um corpo técnico preparado para lidar com as ferramentas e que esteja em constante capacitação. Até porque, por mais revolucionária que seja a inovação, a tomada de decisão final está nas mãos dos profissionais, ou seja, das pessoas empoderadas pelos dados e capacidades proporcionados pela tecnologia. 


19 de outubro de 2021 | Atualizado dia 19 de outubro de 2021


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