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Mudanças na Saúde: setor em constante transformação

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    Ainda assim, é possível encontrar profissionais e gestores que não compreendem as mudanças na Saúde

    Por Roberto Gordilho

    A Saúde não é mais a mesma de uma década atrás. Assim como todas as indústrias e também a sociedade, as transformações estão impactando o setor. Porém, ainda é um desafio para gestores e profissionais compreenderem as mudanças na Saúde. E esse fator é importante para preparar a instituição para os cenários que estão surgindo. De tal maneira que, as mudanças na Saúde não incluem apenas as novas tecnologias. Experiência do cliente e novos modelos de gestão fazem parte do ambiente em transformação.

    Da estrutura física da organização, até a gestão de pessoas, planejamento estratégico e condução dos processo do negócio, é possível apontar exemplos de instituições que ainda operam à moda do século XX. Ou seja, a gestão hospitalar ainda não se preparou para as mudanças na Saúde. Porém, um fator ainda mais desafiador é a velocidade das transformações no setor. E as novas tecnologias são responsáveis pela celeridade das mudanças não só na Saúde, mas na indústria da música, cinematográfica, por exemplo.

    O mundo digital revolucionou a forma como os clientes se relacionam e avaliam os serviços das organizações de Saúde. Comodidade e ampliação do acesso são algumas das demandas da nova geração de clientes do setor. Além disso, o anseio por programas de melhoria da qualidade de vida, tratamentos menos invasivos e facilidade na comunicação com a instituição também estão no bojo das mudanças na Saúde. 

    Novos modelos

    O dinamismo do mercado acarretou em outras transformações que impactam diretamente na operação dos negócios em Saúde. Novos modelos de remuneração, de gestão e relacionamentos com parceiros e operadoras de Saúde estão na linha de frente das mudanças na Saúde. É possível citar alguns exemplos:

    • Modelo de remuneração: para as operadoras de Saúde o fee-for-service estava comprometendo o equilíbrio do negócio e muitas empresas já procuravam novas formas de trabalhar a remuneração. Atualmente existem players que estão migrando para o modelos focados na eficiência e valor ao cliente;
    • Novas tecnologias: investir e implantar soluções e ferramentas digitais na organização de Saúde não é o suficiente para melhorar a condução do negócio. Pelo contrário, sem capacitar e engajar equipes, além de revisar e melhorar processos, as tecnologias podem se tornar um percalço na entrega final dos serviços;
    • Novas gerações: as gerações Y e Z estão chegando aos cargos de direção nas organizações de Saúde. São profissionais imersos no mundo digital e em constante atualização. Porém, ainda não possuem a experiência profissional que muitos gestores possuem: décadas de atuação no setor;
    • Perfil de cliente: ainda devido às novas tecnologias, a relação entre pacientes e organizações está sendo transformada. De um lado, os pacientes, que devem ser encarados como clientes, estão mais empoderados devido ao fluxo de informações online. Assim, querem qualidade e melhor acesso. No lado da instituição, o desafio é saber como aproximar esse novo perfil de cliente e manter a qualidade dos serviços. 
    Segurança e telemedicina

    Outras mudanças na Saúde importantes e que devem ser consideradas pela gestão são a telemedicina e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Mesmo que ainda não haja uma definição clara pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), a telemedicina já é uma prática comum em diversas organizações. Os médicos estão mais próximos dos pacientes de forma virtual. Porém, a questão primordial é saber como as instituições que não se preparam para essa realidade vão se posicionar no mercado. 

    Outra transformação de impacto na gestão é a LGPD. A segurança de dados pessoais pode ser uma incógnita para muitas instituições. Contudo, sem capacitação de equipes, engajamento de profissionais, identificação de possíveis falhas nos processos de coleta de dados, a tecnologia pouco poderá fazer para garantir a segurança do negócio. Por todos os esses motivos, ainda é alarmante que no mercado ainda existam gestores que ainda não consideraram as mudanças na Saúde. 

    Assim, é imperativo afirmar que tal como as transformações são inevitáveis, a auto regulação do mercado pode marginalizar players menos preparados.


    20 de março de 2020 | Atualizado dia 20 de março de 2020


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