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SQUAD: movimente seus times para o sucesso do negócio

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A modelo ágil SQUAD estrutura os times em pequenos grupos orientados por hierarquias nada rígidas para maximizar a produtividade e entrega

Por Roberto Gordilho

“Obrigada por ouvir o spotify. Sério mesmo, você poderia ter colocado rádio, poderia ter escutado uma fita cassete, talvez um cd, poderia ter desempoeirado e ouvido disco de vinil, isso se tiver uma vitrola em casa, é claro. Mas você escolheu o Spotify, obrigada de verdade”. Se você conhece essa peça publicitária, pode vislumbrar o quanto cresceu e de forma tão acelerada o Spotify desde sua criação, em 2006. Além de ter inovado o serviço de stream, a empresa sueca também colaborou para o desenvolvimento do modelo SQUAD de gestão.

 

Muitas vezes o SQUAD é relacionado à Cultura Ágil, porém, não pode ser diretamente caracterizado como uma metodologia. Isso porque, sua aplicação não constitui de um passo a passo único e estritamente direcionado. Trata-se muito mais de uma transformação na forma como organizar os times, pensando na transparência, empoderamento das pessoas, descentralização da gestão e cultura de feedback. E aqui encontra-se um contraponto entre o real sentido do SQUAD e sua denominação terminológica. 

Squad, do inglês, significa esquadrão ou pelotão. Essa ideia, contudo, remete ao modelo rígido militar de conduzir grupos de pessoas para um determinado objetivo. A grande diferença está aí. O SQUAD como modelo ágil descentraliza as equipes, transformando-as em pequenos grupos focados em desenvolver soluções específicas da organização. De forma comparativa, no regimento militar o esquadrão é dividido em unidades para facilitar o gerenciamento das tarefas. No caso do SQUAD o agrupamento de pessoas em pequenos grupos segue uma cultura na qual cada um pode agir por conta própria para entregar o melhor resultado ao cliente.  

Mas e o Spotify?

O Spotify surgiu no dia 23 de abril de 2006 em Estocolmo, Suécia. Com serviço inovador de stream, a empresa seguia os princípios da Cultura Agile pelo método Scrum para definição de grupos multidisciplinares de trabalho e a autonomia de seus participantes. O modelo SQUAD foi pensado pelos agiles coaches do Spotify, Henrik. Kniberg e Anders Ivarsson, para otimizar ainda mais a produtividade dos grupos, usando critérios ágeis de administração. Por isso, muitas vezes o SQUAD é considerado uma reformulação do pensamento Scrum.

A primeira apresentação do SQUAD foi em 2014, quando Kniberg e Ivarsson apresentaram o artigo “Scaling Agile on Spotify”, com o agrupamento das equipes seguindo os preceitos da Cultura Agile dentro da realidade do Spotify. No material publicado, os coachs reforçam que o modelo SQUAD segue a mentalidade e os métodos ágeis:

“Um Squad é semelhante a uma equipe Scrum e é projetado para parecer uma mini-inicialização. Eles se sentam juntos, e eles têm todas as habilidades e ferramentas necessárias para projetar, desenvolver, testar e liberar para produção. Eles são um equipe auto-organizada e decidem sua própria maneira de trabalhar – alguns usam Scrum Sprints, alguns usam Kanban, alguns usam uma combinação dessas abordagens.”

Por essa definição, um esquadrão, ou uma equipe SQUAD, é agrupado da seguinte forma:

Tribos

As tribos (ou tribes, em inglês) são formadas por grupos multidisciplinares, os esquadrões, que atuam em uma mesma área ou projeto e por isso compartilham objetivos similares. Os colaboradores devem estar em constante comunicação para troca de dúvidas, conquistas e ideias, para proporcionar resolutividade ágil e qualidade de entrega. 

Chapters 

Os chapters, ou capítulos, são formados por colaboradores que possuem as mesmas habilidades, embora façam parte de squads distintos. Desenvolvem a mesma função e, dessa forma, podem contribuir com o aprimoramento técnico de um projeto.

Guilds 

Já as guildas são formadas por pessoas de diferentes áreas, tribos e chapeters, que se unem para conquistar objetivos e metas em comum. O termo guilda foi empregado na Idade Média para definir uma associação de artesãos e mercadores unidos com o propósito de supervisionar a prática de suas especialidades dentro do mercado. Porém, como a essência do pensamento SQUAD se distancia da chefia, os guilds se unem dentro de uma organização para fomentar e pesquisa e troca de experiências.

A liderança no SQUAD

Os times de SQUADs trabalham sob uma gestão horizontal, na qual não existe uma hierarquia rígida e tradicional. As pessoas colaboram com suas habilidades e são incentivadas a tomar decisões para otimizar o trabalho de forma conjunta. A figura do líder, nesse caso, atua para auxiliar os grupos na delimitação de prazos, metas e nas trocas dinâmicas, visando entregas mais ágeis. 

Com essa visão, um Squad Leader assume papeis como, por exemplo:

  • Ser o contato entre todos os membros de um Squad;
  • Compartilhar a cultura horizontal de gestão de pessoas;
  • Construir e gerenciar rituais de agilidade;
  • Encontrar e resolver conflitos e impedimento;
  • Motivar  tomada de decisão individual;
  • Construir um ambiente de trabalho harmônico e multidisciplinar

Adaptar o SQUAD ao modelo de negócio das organizações de Saúde exige expertise gerencial e amplo conhecimento dessa mentalidade ágil. Além disso, o SQUAD também exige que o gestor e líder tenham noção sobre outras ferramentas e metodologias  ágeis, como Scrum e Kanban.

Atualmente, diversas startups de segmentos distintos adotam essa forma de alinhar equipes e ambiente organizacional. Porém, para negócios já consolidados, muitas vezes é necessário apoiar as pessoas no processo de adaptação para uma nova configuração.


9 de dezembro de 2021 | Atualizado dia 7 de dezembro de 2021


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