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Value-based Healthcare: estratégia para melhorar a qualidade e reduzir os custos

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    Conceito otimiza a gestão hospitalar fornecendo valor nos serviços de Saúde e ampliando a experiência do cliente

    Por Editorial GesSaúde

    Agregar valor ao negócio aliando qualidade e otimização dos recursos é uma das formas de garantir a sustentabilidade de uma organização de Saúde. Esse é uma das características do conceito Value-based Healthcare (VBHC), um sistema desenvolvido nos Estados Unidos para reestruturar os sistemas de Saúde tendo como foco principal o valor gerado para o paciente. No cenário do mercado nacional, em que o fee-for-service está dando lugar para o modelo de remuneração por performance, o VBHC é uma ferramenta de estratégia empresarial que pode auxiliar as organizações de Saúde no aprimoramento dos serviços.

    O VBHC foi originado pela pesquisa de Michael Porter, em 2014, na universidade de Harvard. Conforme a professora doutora, Andréia de Carvalho Andrade, docente do curso de Graduação em Enfermagem na Universidade Cruzeiro do Sul, o conceito por ser traduzido como Cuidados de Saúde Baseados em Valor. “Trata-se de uma iniciativa de reestruturação dos sistemas de saúde em todo o mundo, sendo o objetivo fornecer valor em saúde para aos pacientes, conter os custos e oferecer mais conveniência e serviços ao cliente”, comentou a especialista.

    Andréia esclarece que uma gestão baseada por Value-based Healthcare é necessária a implantação de indicadores para mensurar a qualidade e eficácia dos processos. “Os indicadores em Saúde são inúmeros e essenciais para todos os modelos de gestão, sendo primordial no modelo VBHC para mensurar os desfechos relatados pelo cliente”, disse. A docente cita os seguintes indicadores:

    • Satisfação do cliente
    • Taxa de ocupação
    • Taxa de mortalidade por unidade
    • Tempo médio de permanência
    • Taxa de infecção (pneumonia, infecção urinária, flebite, ferida operatória)
    • Taxa de eventos sentinela

    Ainda conforme a professora, tais elementos determinam a elaboração de um Planejamento Estratégico e, consequentemente, programas de compliance para os indicadores com altas taxas. “A proposta do Value-based Healthcare é principalmente de avaliação da qualidade e eficiência dos serviços prestados. Existe uma tendência de que os hospitais cada vez mais sejam remunerados pelas operadoras de planos de saúde por resultado e desfechos e não apenas por produção.  Diante desse novo cenário, a proposta de avaliação e mensuração fazem parte do PROMS – Desfechos Medidos pelo Paciente (Patient-Reported Outcome Measure)”, citou Andréia.

    Aplicação

    O Instituto para Estratégia e Competitividade de Harvard fornece alguns dos pilares e estratégias para a aplicação do Value-based Healthcare nas organizações de Saúde:

    • Unidades de Prática Integrada (UPI): Organize os cuidados em torno das condições médicas do paciente e dos diferentes segmentos de pacientes;
    • Medir resultados: Princípio fundamental do VBHC, os resultados para o paciente devem ser constantemente mensurados pelos gestores;
    • Custos de mensuração: A gestão deve medir os custos reais do atendimento ao paciente;
    • Reembolso: Reembolsar o ciclo completo de cuidados para condições médicas;
    • Integração de sistemas: Integre clinicamente o atendimento em unidades e instalações separadas usando as estruturas das unidades de prática integrada;
    • Tecnologia da informação: Use a tecnologia da informação para ajudar a reestruturar a prestação de cuidados e medir com precisão os resultados.

    A busca por novas práticas de gestão é uma imposição cada vez mais forte no mercado. A competitividade e complexidade da Saúde estão transformando o setor e eficiência tem sido cobrada por clientes cada vez mais empoderados pela tecnologia digital. Por isso, manter o cliente no centro do negócio com uma gestão modernizada e amparada por estratégias de melhoria de resultados é uma forma de manter o equilíbrio para o hospital.

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    21 de maio de 2019 | Atualizado dia 20 de maio de 2019


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